No dia 7 de setembro nosso país comemora seu dia de independência, mas fique certo que esta não é uma independência de qualidade num país movido a corrupção e alienação.
A verdade é que para os brasileiros, independência é apenas uma palavra, e a data de 7 de setembro é apenas um dia para não se trabalhar e assistir nossos tanques velhos e enferrujados desfilarem pelas ruas de nosso país. Será bonito e emocionante, mas será só isso. Na sequência, a maioria irá retornar para sua dependência intelectual e social. Depois de um dia de orgulho baseado em muito pouco, para não dizer nada, seremos todos os mesmos, cada um com seu papel na corrida dos ratos.
Se você conseguir se desviar desse ataque de patriotismo e se permitir ponderar sobre esta data de “orgulho” para nosso país, verá que ela não representa muito mais do que o orgulho em si. O patriotismo se mantêm basicamente com esse pecado capital, que em um dia comum assustaria muitos nesse nosso país cristão, mas no dia 7 de setembro é federalmente permitido ceder a essa tentação, afinal, é permitido ter sua fé, desde que ela não se oponha a soberania do país, e nunca o fará, pois a fé em si serve para amansar o gado. Eu pessoalmente chamaria isso de ilusão das pessoas que acreditam que existe algo além de orgulho escondido nas lágrimas que escorrem durante o desfile.
Sim, segundo as leis divinas, se o céu e o inferno existissem, você pode ter certeza meu amigo patriota, que os patriotas são alguns dos primeiros a irem para o inferno. Pelos meus cálculos, os patriotas devem ficar na mesma fila dos estupradores. O fato é que o patriotismo é um eufemismo para o pecado, e uma venda para a população que acredita que está tudo muito bem. O correto nesta situação seria utilizarmos essa venda a nosso favor, pois já que muitos não podem ver, poderiam ao menos pensar, e não permitir que a cadência dos passos nos desfiles nacionais nos influenciassem na forma de prosseguir.






